sábado, 5 de abril de 2008

A saúde do negócio? Vai bem obrigado!


Li uma notícia em que investigadores provaram que os antidepressivos de nova geração, como o Prozac e o Seroxat, não eram mais eficazes do que um simples placebo na maioria dos doentes que sofrem de depressão. (leia mais Público, 26.02.2008)

Uma notícia como esta não é muito positiva para a credibilidade da indústria farmacêutica. Quando tomamos um qualquer medicamento é porque acreditamos que isso nos irá curar de algo, seja a nível mental ou físico. É óbvio que o poder curativo de um placebo (uma simples pílula de açúcar) não pode ser diminuído, acredite-se ou não, em certos casos o placebo chegar a igualar ou mesmo superar o próprio medicamento, nestes casos existe algo a que se chama auto-sugestão, a mente humana é ainda um grande mistério, ocultando “poderes” algo sobrenaturais.

Notícias como esta levam-me a pensar na honestidade e veracidade de toda uma indústria farmacêutica, que colocam nas farmácias e em hospitais produtos que rendem BILIÕES DE EUROS. Não quero com isto dizer ou pensar que os medicamentos existentes são dispensáveis ou que passávamos melhor sem eles; se não fosse a evolução da indústria farmacêutica em vez dos 6,6 biliões de pessoas existentes no mundo actualmente poderíamos estar reduzidos a 1/3 desse número. Onde eu quero chegar com esta conversa toda é à face menos altruísta da indústria farmacêutica, à sua face económica, em que uma pessoa é vista por eles como consumidor ou futuro consumidor. Do ponto de vista económico penso que é mais rentável estar “ao lado da doença” do que “à frente da doença”, ou seja, é mais rentável ir curando pessoas doentes que não irão ficar totalmente curadas do que encontrar uma cura definitiva para as doenças, algo que eliminaria à partida milhões de “consumidores cativos”. Doenças como o VIH, diabetes, cancro e algumas doenças mentais crónicas por exemplo, podem apenas ser tratadas através de medicação que irá durar toda uma vida e que é bastante dispendiosa para consumidores e estado. A luz ao fundo do túnel poderá vir de novas ciências como a biotecnologia que se coloca como “rival” dos laboratórios farmacêuticos na busca de novos tipos de terapias, resta apenas saber quem também está por de trás da pesquisa biotecnológica. É tal qual a questão dos combustíveis fósseis, há mais de 50 anos que existem alternativas ecologicamente viáveis, e onde estão elas?

Na minha opinião penso que a nossa saúde está primeiramente nas nossas mãos, através de estilos de vida tidos como saudáveis podemos evitar ou pelo menos adiar a doença, por outro lado quando a probabilidade joga contra nós e passamos a estar nas “mãos” de entidades poderosas que vivem disso mesmo, da infelicidade e probabilidade de cada um de nós adoecer, o melhor é abordar a questão com tranquilidade, a mesma tranquilidade que vem mantendo as coisas como estão.


1 comentário:

Eu disse...

Não sei onde vais parar com esta conversa! Mas seja onde for eu vou ler =D
Joel! Estás bem?
Acho que não podes ir por ai. Eis a minha teoria para este assunto.
Era uma vez... (estou a brincar!)
Acho que nem todos somos iguais, por isso não somos capazes de pensar da mesmo forma, assim como não vivemos da mesma forma. Por isso a farmaceutica tem de existir, pelos que não acreditam que o cerebro é o MAIOR produtor de substâncias ... bOaS e MáS. E podemos-nos manter saudáveis durante muito tempo, não para sempre, mas muito tempo.
...e quando falo que em nem todos somos iguais, imagina que cada parte do teu corpo assim também o é mas no "universo" do teu organismo, (isto é para eu continuar...noutra altura).